Por:
Fernanda Souza
***Como sempre estava a me perguntar qual a cor da felicidade, aliás, felicidade tem cor? Tava pensando qtas vezes vou ter q sofrer pela mesma história, ou sofrer por histórias novas e idendicas à velha. Já não sei mais o que e como responder. Sei q faço da dor uma ponte pra minha alma. Terei eu nascido naturalmente melancólica? Será que eu preciso de sofrer pra viver? Será q vivo da minha propria infelicidade? Será q o que me alimenta é a dor? Começo a acreditar que o vazio q aqui habita nunca será preenchido, nada mudará na minha essência, nem se eu quiser....Posso emagrescer, ficar loura, ruiva, morena, careca, cabeluda...mas meus fantasmas continuarão a me atormentar e não há nada que eu possa fazer, senão conviver com eles. É como uma simbiose, eu preciso deles e eles de mim, um já não mais sabe viver sem o outro, mais do que isso, um não mais pode viver sem o outro. É um constante jogo de necessidades....
***Continuo vivendo a mesma história em novas roupagens, abrindo velhas feridas, em novos sofrimentos dos velhos sofrimentos, a vida segue, a luz vem em minha direção, aquece meu rosto, mostra nitidamente que cada dia q nasce é uma nova oportunidade, sei reconhecer a beleza q há na vida, e não se engane que eu a não deseje. Eu desejo de uma forma torta e distante, eu quero não querendo, é como se sempre ela pudesse ser adiada em minha vida. Toda vez q ela chega perto eu a afasto, não agarro. Eu e a dor somos um só, não há dor sem mim e nem eu sem ela. Eu acredito na vida, gosto de ver o brilho nos olhos dos outros, gosto de ajudar o outro, faço de coração limpo e aberto. Tento não pedir nada em troca como forma de desmonstrar meu amor, talvez tb não saiba amar. Talvez eu idealize demais as situações, as pessoas, talvez eu me idealize demais. Caramba, EU ME IDEALIZO DE MAIS.....EU EXIJO DEMAIS DE MIM. Essa é a minha dor, meu fantasminha camarada...quem sabe eu não seja burra de mais qdo me refiro a mim mesma, ou quem sabe, eu faço drama de mim mesma, com certeza há uma atriz dentro de mim, q encena um drama pra chamar minha atenção. É como uma opera, onde há sempre muita dor e tristeza, a atriz em mim numa roupagem de sofrida, abandonada e sem amor. Mas essa atriz ama, e exige amor. O amor não deve ser exigido dizem os psicologos, psiquiatras.....bom, sei que essa atriz q em mim habita....faz da Lua o Sol. Ela é perdida....é uma figurinha frágil e patética. Enfim se não fosse por ela talvez eu não tivesse sentimentos. Mas o q eu chamo de vazio? A melancolia q mora em mim? Não seria o contrário? Eu moro na melancolia....é o vazio, ausência de não sei o q....enquanto não defino melhor essa ausencia, faço da dor minha melhor companhia.
***Não pense que eu não sorrio, q eu não saiba alegrar quem está a minha volta....eu sei. Mas eu quem vivo comigo e é muito difícil, mas sempre a pequena atriz sai e faz das suas...Malandrinha e sapeca essa atriz q em mim habita....ela me pega direitinho.....vcs devem estar pensando q ela sabe só interpretar um papel? De jeito nenhum, ela é uma figurinha muito versátil e adaptavel....mas de vez em qdo ela prega umas....Posso dizer que gosto de quem sou e como sou. Triste por dentro? Vazia? Sim, não me incomoda o que vc possa pensar. E vc sabe quem vc é? Aliás....qtas caras vc tem????
***Minha pequena sapeca qdo foge de mim faz grandes estragos em minha alma, e as vezes na alma dos outros...Mas com certeza ela melhor atua o papel da dor...minha pequena notavel...frágil e tão minha. Ela encena e eu pago o pato....só rindo mesmo.