quarta-feira, janeiro 28, 2009

Escrevo sobre o que ninguém quer ler

***Eu escrevo sobre coisas que ninguém gosta de ler, e sabe pq? Pq as pessoas não aceitam a infelicidade e acham que ela nunca baterá a sua porta. Estamos numa era onde não é permitido sentir saudades, fazer besteiras em nome dos sentimentos, eu particularmente me recuso ser como as outras pessoas, que sofrem e dizem q não sofrem. Eu escrevo sobre a dor e enquanto a dor me encomodar é o que farei, enquanto eu viver, só Deus sabe qto tempo. Viverei a amargura de ser sozinha, sempre estou só e nada me satisfaz. Não há um simples momento de felicidade meu, da dor faço prosa pra me encontrar. Não me encontro.Mas há coisas q estão machucadas e escondidas de mais. Parece q tudo que eu tenho feito é pros outros, sou fazia de alegria, inerte de minha própria situação. Parece q eu não mudo, me adaptei ao q condicionei ser. Merda....Mil vezes merda, talvez a minha estima baixa permita que as pessoas me tratem como lixo, afinal de contas eu me trato como lixo, as vezes tenho vontade de acabar com tudo. Por um fim a dor que mora dentro do meu peito. Cansei de querer ser.....Ser querida, ser amada, entendida, respeitada. O meu ego não existe, e é anulado constantemente por todos a minha volta.
***Eu sei q sou mole de mais, q meus sentimentos são confusos, por hora não sei recionalizar. Eu preciso urgentemente ser menos emotiva e analisar friamente td q acontece a minha volta. Eu preciso de ajuda......

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Menina dos meus olhos.






Por:
Fernanda Souza
Mais um conto sobre a menina alva.


***Era uma tarde nublada, com indicios de tempestade, condizente com o que ocorria dentro da menina alva, sua mente, seus desejos, inseguranças e medos a perseguiam. A mente não parava nem por um instante, estava agitada....ela olhou pra fora da janela e viu que o tempo estava solidário com que ela sentia. Ela já não era mais queria ser a sonhadora que é, pelo menos ela dizia isso pra si mesma, numa tentativa absurda de se convencer que era verdade. O fato é que eu desejo que a menina, nunca deixe de ser menina e nunca deixe de sonhar, sei que no fundo de sua essência ela esperava por um milagre, ela queria acreditar na beleza e bondade que havia dentro das pessoas. Ainda sim ela continuava a dizer pra si mesma q não acreditava mais na humanidade, não acreditava em sonhos. Era como se ela quisesse se anular propositalmente, como se ela quisesse lidar somente com o tátil. Aos meus olhos observadores ela sempre será pura, bela e sonhadora.



***Quanto mais tempo se passava mais ela mudava, mais reagia ao mundo externo e isso de alguma forma desequilibrava seu interior. Talvez ela nunca tenha sido equilibrada, talvez sua alma anciasse por novas descobertas...e o mundo podia oferecer isso a ela, bastava se entregar, mas a moral a confundia, angustiava. Deveria ela seguir os preceitos da sociedade? Honestamente não sei responder, mas eu via em seus olhos a tempestade se aproximando. Ela tinha os mais belos olhos que já tinha visto na minha vida, castanhos, palpebra cerrada. Seu olhar profundo qparecia q podia engolir qualquer um, eu sentia uma certa atração por aqueles olhos, anciava q me descobrisse, ela mantinha no brilho de seu olhar o misterio, aquele olhar se perdia com tudo a sua volta. Era uma intensa mistura de uma menina mulher e uma mulher menina, eu gostaria q ela nunca deixasse esse olhar. Confesso que me preocupei a ultima vez que a vi, ela, tão especial e diferente de tudo e todos, buscava se igualar ao ordinário. Eu jamais poderia deixar que isso acontecesse.... àqueles olhos.....a pele branca e aveludada.



***Mesmo que não quisesse que isso acontesse, eu nada podia fazer, pois sou e sempre serei expectador de seus dias.......é certo, a tempestade está por vir.....

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Pequena Atriz

Por:
Fernanda Souza
***Como sempre estava a me perguntar qual a cor da felicidade, aliás, felicidade tem cor? Tava pensando qtas vezes vou ter q sofrer pela mesma história, ou sofrer por histórias novas e idendicas à velha. Já não sei mais o que e como responder. Sei q faço da dor uma ponte pra minha alma. Terei eu nascido naturalmente melancólica? Será que eu preciso de sofrer pra viver? Será q vivo da minha propria infelicidade? Será q o que me alimenta é a dor? Começo a acreditar que o vazio q aqui habita nunca será preenchido, nada mudará na minha essência, nem se eu quiser....Posso emagrescer, ficar loura, ruiva, morena, careca, cabeluda...mas meus fantasmas continuarão a me atormentar e não há nada que eu possa fazer, senão conviver com eles. É como uma simbiose, eu preciso deles e eles de mim, um já não mais sabe viver sem o outro, mais do que isso, um não mais pode viver sem o outro. É um constante jogo de necessidades....
***Continuo vivendo a mesma história em novas roupagens, abrindo velhas feridas, em novos sofrimentos dos velhos sofrimentos, a vida segue, a luz vem em minha direção, aquece meu rosto, mostra nitidamente que cada dia q nasce é uma nova oportunidade, sei reconhecer a beleza q há na vida, e não se engane que eu a não deseje. Eu desejo de uma forma torta e distante, eu quero não querendo, é como se sempre ela pudesse ser adiada em minha vida. Toda vez q ela chega perto eu a afasto, não agarro. Eu e a dor somos um só, não há dor sem mim e nem eu sem ela. Eu acredito na vida, gosto de ver o brilho nos olhos dos outros, gosto de ajudar o outro, faço de coração limpo e aberto. Tento não pedir nada em troca como forma de desmonstrar meu amor, talvez tb não saiba amar. Talvez eu idealize demais as situações, as pessoas, talvez eu me idealize demais. Caramba, EU ME IDEALIZO DE MAIS.....EU EXIJO DEMAIS DE MIM. Essa é a minha dor, meu fantasminha camarada...quem sabe eu não seja burra de mais qdo me refiro a mim mesma, ou quem sabe, eu faço drama de mim mesma, com certeza há uma atriz dentro de mim, q encena um drama pra chamar minha atenção. É como uma opera, onde há sempre muita dor e tristeza, a atriz em mim numa roupagem de sofrida, abandonada e sem amor. Mas essa atriz ama, e exige amor. O amor não deve ser exigido dizem os psicologos, psiquiatras.....bom, sei que essa atriz q em mim habita....faz da Lua o Sol. Ela é perdida....é uma figurinha frágil e patética. Enfim se não fosse por ela talvez eu não tivesse sentimentos. Mas o q eu chamo de vazio? A melancolia q mora em mim? Não seria o contrário? Eu moro na melancolia....é o vazio, ausência de não sei o q....enquanto não defino melhor essa ausencia, faço da dor minha melhor companhia.
***Não pense que eu não sorrio, q eu não saiba alegrar quem está a minha volta....eu sei. Mas eu quem vivo comigo e é muito difícil, mas sempre a pequena atriz sai e faz das suas...Malandrinha e sapeca essa atriz q em mim habita....ela me pega direitinho.....vcs devem estar pensando q ela sabe só interpretar um papel? De jeito nenhum, ela é uma figurinha muito versátil e adaptavel....mas de vez em qdo ela prega umas....Posso dizer que gosto de quem sou e como sou. Triste por dentro? Vazia? Sim, não me incomoda o que vc possa pensar. E vc sabe quem vc é? Aliás....qtas caras vc tem????
***Minha pequena sapeca qdo foge de mim faz grandes estragos em minha alma, e as vezes na alma dos outros...Mas com certeza ela melhor atua o papel da dor...minha pequena notavel...frágil e tão minha. Ela encena e eu pago o pato....só rindo mesmo.