quinta-feira, maio 14, 2009

Angústia da perda do eu.

***Eu mesma já pensei que a pior dor que pudesse existir é a dor da perda de alguém, seja a perda de um familiar, amigo, um amor perdido. Nenuma dor se compara a dor da perda de si mesmo, da perda da esperança, a perda de infinidades de possibilidades, perda da dignidade. Eu já perdi avó, avô, perdi amigos, perdi amores, hj perdi a mim mesma. Um novo ciclo se inicia e eu sinto o peso da responsabilidade que a idade exige de mim, não tenho tantos compromissos inadiáveis como a maioria das pessoas. Não, pelo menos com outras pessoas, mas o compromisso inadiável comigo se aproxima e nenhuma posição ter sido tomada e decidida me leva a frustração. Enorme frustração. Aos 27 anos não saber o que realmente quero profissionalmente me atormenta e me faz perder as esperanças em mim mesma, a dor assume e me sucumbe ao fracasso dos dias vazios e frios da minha alma. A fase do desejo desprendido dos perigos passou. Hj vejo com clareza que a minha felicidade depende de mim mesma, posso compartilhá-la com outras pessoas, mas ninguém tem a capacadidade de fazer por mim o que eu mesma tenho q fazer. Eu sinto uma tristeza profunda de não estar me gostando, de não estar me suportando, de não estar entendendo o que se passa. Peço a alguém mais competente que eu, chame de Deus se o quiser, que me resgate de mim mesma, que clareie minha ideias e minha vida, tô muito cansada do escuro da minha mente, da enorme confusão mental. Quero mais, posso mais, ainda não sei como, por isso hoje vivo a dor de me perder, espero que por um tempo finito, determinado, que minhas ideias se organizem, se firmem. Sejam reais e plausíveis. O que eu quero ser dos 27 anos em diante? Me resta responder essa pergunta.