sábado, agosto 26, 2006

Mais uma vez muito bem observado

As pessoas são solitárias porque constroem mais paredes que pontes.
Joseph F. Newton.
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Por
Fernanda Souza
****Novamente me deparo com uma frase que me cai como uma luva, se bem q eu preferiria dizer q me cai como um bonde de 2 toneladas e q me esmaga...Huahuahua.Não sejamos tão dramáticos, mas que isso reflete bem o q eu sou, reflete, mellhor, refrata....rs.Eu acho q é mais fácil dificultar as coisas nos meus relacionamentos q facilitar viu...Han?Eu dou voltas, invento, apronto, abandono as pessoas, e isso pra q?Para não ser abandonada, pra não gostar...coisas assim...ui ui ui Fefê, tu é enrolada hein mulé?Pra caralho!!!!Mas não sou apenas eu, sei q há milhões como eu, milhões q fogem de si e dos outros e isso td por medo, por reação natural da história de vida.
****Voltando a idéia da frase propriamente dita, vejo q, em consequencia quase q "naturalézima"(rs) as pessoas preferem afastar as outra de si a permitir q vejam q são frágeis, q precisam como todos de carinho, amor, afeto e assim cercam-se em paredes e destroem as possíveis pontes, ou pior destroem as q houveram um dia de fato.Eu fiz isso, conhecidos meus fizeram tb.Afinal de contas tds fizemos e tdas as vezes q nos sentirmos ameaçados faremos.hahaha.Não sei se tdas as pontes valem a pena nessa vida, mas algumas q eu destruí me arrependi outras fiquei de fato aliviadíssima.Talvez as pontes q algumas pessoas destruiram qdo eu estava me aproximando ou chegando perto foram atos de auto preservação, ou talvez ato de alivio.E qto a isso vcs já devem ter uma ideia formulada sobre os sentimentos q eu nutri sobre cada um desses atos.
****Eu e as minhas paredes, minhas paredes e eu, eu e as minhas pontes, minhas pontes e eu...Estorinhas deliciosas, complexas, cheias de meandros...humm!!!!!Tdas minhas e a cada uma delas devo respeito e consideração.De td q sinto, se passa, sei muito bem!Tem um bichinho aqui, chato, q não me deixa voltar atrás e tentar levantar outras pontes, novas pontes...eu queria jogar muito limpo mas nem sempre as pessoas querem as coisas limpas e cristalinas, preferem sujas e subentendidas e assim fica td mundo com a sacola cheia de Estorinhas mal explicadinhas, mal entendidas e no fundo se torna um estorvo...Melhor parar por aqui pq começou a ficar chato.....

terça-feira, agosto 22, 2006

Eu medo do ridículo?Q ridículo!!!

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
Luis Fernando Veríssimo.
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***Já andei divagando sobre o tópico de não ter medo de me expor, de dizer o q penso, o q sinto.Mas será mesmo q sou livre assim?Livre ao pto de me EXPOR ao ridículo por exemplo?Li semana passada um texto de Larrosa onde ele tentava dizer o q viria ser a EXPERIÊNCIA e francamente acredito q o ridículo talvez seja uma forma de experimentar incrivelmente poderosa, acredito também q se EXPOR AO RIDÍCULO é uma EXPERIÊNCIA para poucos. E aqueles q de fato passaram por tal situação, PASSARAM POR, enfim, sentiram, foram terreno de incriveis acontecimentos....E qto mais ridículo e qto mais exposto melhor, algo nos acontece, isso nos significa, algo toca nosso aparato, nos dá identidade.
***Melhor do que dizer o quer viria ser a experiência, como algo q nos acontece,nos passa, Larrosa, disse o q não seria experiência tb. Essa vida conturbada dos tempos modernos, onde não temos tempo para sentir os acontecimentos e os fatos, eles apenas passam e passamos por eles. E acredito q mais do q um medo de se expor, medo de julgamentos, não temos nem tempo de nos expor da forma que gostariamos, talvez isso não seja ridículo na concepção de Veríssimo, mas a leitura q faço é de q é necessário tempo pra ser ridículo, paciência para recebermos estímulos e assim podermos responder a eles.Somo tão imediatista q mal sabemos o q acontece a nós, mal sabemos nossos medos,desejos, vamos mais pela inércia, seguindo a corrente da ação sem propósito.Para se aprender algo nessa vida temos que ser derrotados por ela, tocados, submetidos às suas condições.Mas ao meu ver tb isso não significa q não tenhamos ação, ao contrário, teremos ação a estimulos q podemem nos transformar e não ação por ação, livre de significado e sentido.
***E ainda penso se estou no pto de me expor, de mostrar meus medos e medos.Não q eu tenha vergonha de meus medos, mas tenho medo dos meus medos, reduntante e chato?Com certeza.Cada um sabe a dor q lhe cabe, basta parar e escutar e deixar q aconteça.Acho q só vou crescer como pessoa se desacelerar e escutar o q meu coração diz, ou seja, "experenciar" minha própria vida. Hj eu agradeço por ser quem sou, por ter errado como errei, pq hj eu busco deixar as coisas acontecerem, tento não fugir dos sentimentos, e ainda tenho medo, muito medo, mas tb acho q estou amadurecendo, e aprendendo.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Abandono


Abandono
(Por Fernanda Souza)

Do abandono se fez minha vida.
De tanto esperar se fez tormento,
de feridas ainda abertas,ainda sujas,
que ainda sangram, pior, doem.

Tomento que fez de mim
eterna renuncia.
Aproximar não permito.
Aproximar-me não permito.
Fica o vazio.
Tardes vazias.
Noites e dias vazios.

Fica também a incapacidade do inacabado.
Desejos loucos, fantasias.
Do longe que se fez distante.
E mais distante ainda por escolha,
minha escolha.
De uma culpa que não é minha,
mas que aceito como minha.

De exposta a imposta.
Assim sigo no desamparo só meu.
Meu.....

domingo, agosto 13, 2006

É um riso,tua alegria,tão minha..


Pablo Neruda - O Teu Riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

ps: É nessário algo mais dizer qdo de fato td q me falta está em ti,pobre de mim q pus em ti os meus dias felizes.Seria isso alma de poeta q sempre sofre?Ai de mim, q daqui almejo seu regresso para q meus dias sejam mais felizes.A ti Amor Eterno.