sexta-feira, julho 03, 2009

A noite e a menina alva.


****Vou tentar escrever mais um conto. Há muito que não escrevo, quem me conhece sabe a causa desse sumiço, falta de tempo. Venho com uma necessidade urgente de mostrar o que o mundo das idéias cria.........Vamo q vamo!

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Por
Fernanda Souza.
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***A menina alva olha a noite e procurava nas estrelas algo maior que sua própria existência, procura de certo modo alcançar o inalcançável, busca em sua mente botar alguma coerência nos fatos, no que a ronda. A menina se encanta com o brilho das estrelas e se intriga cada vez mais com o fato que olha o passado, podia ser que a estrela que ela contemplava nem mais existisse...Sempre teve uma paixão por fatos inexplicavéis, pelo sobrenatural, o incompreensível.

***Seus olhos continuavam vidrados no brilho das estrelas, perdidos na imensidão da noite, por mais que tentasse e quisesse nunca fora muito precisa em por ordem no que pensa ou sente. Sempre se perde nos próprios sonhos e pensamentos. Quanto mais contemplava o infinito mais sentia ser parte de algo magnífico e repleto de mistérios. A noite nunca teve para ela um ar de tristeza ou melancolia, sempre fora seu melhor momento no dia, quase como se fosse um ser noturno. A menina alva se identifica com a escuridão e o isolamento, é um momento que ela pode ser sua, ter pensamentos próprios, imaginar, indagar, escolher, ainda q fosse no caos de sua mente. Mas até no caos há ordem, então me surpreende o seu poder de renacer da escuridão, era das trevas da noite q trazia luz própria pro seu ser, era no escuro, na calada da noite que se percebia melhor, que se entendia por completo. Era como se a noite e ela fossem um só. Sem brigas, sem intrigas, um perfeito casamento.

*** O q sempre me encantou nessa menina tão frágil e terna é sua capacidade de se refazer. Olha q já a vi aos pedaços por vários motivos, mas ela sempre, sempre mesmo, até nos momentos em que cheguei duvidar dela, ela se fez inteira, toda. E me pergunto pra q? Por que tem luz própria, ela é como uma estrela. E como tal ela me tem e me faz sempre querer escrever sobre ela, espero que algum dia desses vcs possam desfrutar da alegria e energia de sua companhia. As vezes me pergunto se ela me percebe a observando. As vezes desconfio que ela pode me ver....Independente disso, o fato de observá-la já é o suficiente para me cativar.Tão branca, tão linda e delicada. Impossível não amá-la. Se a beleza dos bons sentimentos tivesse que ser resumir em alguma criatura, seria nela.
***Bom, a noite segue e a vejo olhando diretamente pra mim, e ainda assim não me vê, não como eu sou, quem eu sou...me contento em ficar no anonimato e desfrutar da beleza da sua vida e de toda cida a sua volta. Vejo que seus olhos se fecharam exatamente no instante do brilhar mais forte, durma bem menina alva, tenha os mais belos sonhos...Mais uma noite e nada mais.

quinta-feira, maio 14, 2009

Angústia da perda do eu.

***Eu mesma já pensei que a pior dor que pudesse existir é a dor da perda de alguém, seja a perda de um familiar, amigo, um amor perdido. Nenuma dor se compara a dor da perda de si mesmo, da perda da esperança, a perda de infinidades de possibilidades, perda da dignidade. Eu já perdi avó, avô, perdi amigos, perdi amores, hj perdi a mim mesma. Um novo ciclo se inicia e eu sinto o peso da responsabilidade que a idade exige de mim, não tenho tantos compromissos inadiáveis como a maioria das pessoas. Não, pelo menos com outras pessoas, mas o compromisso inadiável comigo se aproxima e nenhuma posição ter sido tomada e decidida me leva a frustração. Enorme frustração. Aos 27 anos não saber o que realmente quero profissionalmente me atormenta e me faz perder as esperanças em mim mesma, a dor assume e me sucumbe ao fracasso dos dias vazios e frios da minha alma. A fase do desejo desprendido dos perigos passou. Hj vejo com clareza que a minha felicidade depende de mim mesma, posso compartilhá-la com outras pessoas, mas ninguém tem a capacadidade de fazer por mim o que eu mesma tenho q fazer. Eu sinto uma tristeza profunda de não estar me gostando, de não estar me suportando, de não estar entendendo o que se passa. Peço a alguém mais competente que eu, chame de Deus se o quiser, que me resgate de mim mesma, que clareie minha ideias e minha vida, tô muito cansada do escuro da minha mente, da enorme confusão mental. Quero mais, posso mais, ainda não sei como, por isso hoje vivo a dor de me perder, espero que por um tempo finito, determinado, que minhas ideias se organizem, se firmem. Sejam reais e plausíveis. O que eu quero ser dos 27 anos em diante? Me resta responder essa pergunta.

domingo, fevereiro 08, 2009

As curvas da vida


****Domingo, 8 de Fevereiro de 2009, após olhar uma foto, pensei sobre as curvas da vida. Pensei em como muitas são fechadas, e exigem tremenda força de nós para continuar nelas, pensei tambem q outras não são tão fechadas e dessa forma a força exigida não é tão grande. Pensei que muitas vezes queremos a nossa frente uma grande reta, fácil de percorrer, de fácil visualização, sem mistérios e previsível. Mas a vida nem sempre nos oferece retas, nos oferece muitas vezes curvas fechadas, tão fechadas que exigem de nós tamanha força e sabedoria pra lidar com a vida. Muitos dizem q meus textos são depressivos, outros q são bons. Talvez essa seja mais uma curva da vida. Sei q aos quase 27 anos muitas coisas estão exigindo mudanças de minha parte, um amadurecimento maior, largar aquilo q não deu certo, escolher aquilo q pode dar certo, e esforçar pra q as coisas dêem certo. Aos quase 27 anos me sinto emocionalmente com 20, bem abaixo do q gostaria e queria. Mas é tempo de amadurecer, aprender, sair e ver a vida com outros olhos, olhos de 27 anos. Nada mais de seguir o mais fácil. O mais fácil tem sido muito ruim na minha vida, tem me trazido enormes tristezas e frustrações. É tempo de recomeçar e saber q a curva fechada exigirá forças de mim e que eu possuo tamanha força para nela permanecer. É tempo de aceitar q as pessoas seguem suas próprias escolhas e eu como pessoa tenho q respeitar por mais q possa me desagradar e até me atingir. É tempo de aceitar e destrinchar o q a vida tem a me oferecer.

Um novo tempo sem aproxima de mim e dou graças por ser um novo começo. Mudar é o q quero aprender.


Ótimo domingo!

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Escrevo sobre o que ninguém quer ler

***Eu escrevo sobre coisas que ninguém gosta de ler, e sabe pq? Pq as pessoas não aceitam a infelicidade e acham que ela nunca baterá a sua porta. Estamos numa era onde não é permitido sentir saudades, fazer besteiras em nome dos sentimentos, eu particularmente me recuso ser como as outras pessoas, que sofrem e dizem q não sofrem. Eu escrevo sobre a dor e enquanto a dor me encomodar é o que farei, enquanto eu viver, só Deus sabe qto tempo. Viverei a amargura de ser sozinha, sempre estou só e nada me satisfaz. Não há um simples momento de felicidade meu, da dor faço prosa pra me encontrar. Não me encontro.Mas há coisas q estão machucadas e escondidas de mais. Parece q tudo que eu tenho feito é pros outros, sou fazia de alegria, inerte de minha própria situação. Parece q eu não mudo, me adaptei ao q condicionei ser. Merda....Mil vezes merda, talvez a minha estima baixa permita que as pessoas me tratem como lixo, afinal de contas eu me trato como lixo, as vezes tenho vontade de acabar com tudo. Por um fim a dor que mora dentro do meu peito. Cansei de querer ser.....Ser querida, ser amada, entendida, respeitada. O meu ego não existe, e é anulado constantemente por todos a minha volta.
***Eu sei q sou mole de mais, q meus sentimentos são confusos, por hora não sei recionalizar. Eu preciso urgentemente ser menos emotiva e analisar friamente td q acontece a minha volta. Eu preciso de ajuda......