quinta-feira, agosto 23, 2007

Mais um conto..."contos" são?

Este é mais um conto das peripécias da menina alva e seu amado.

Por Fernanda Souza.
ps: Se alguem ler esse conto peço q comente por favor.Obrigada.

***Era uma quarta feira como outra qualquer, aliás todo dia era um dia qualquer qdo não estava na presença do amado. As horas eram horas quaisquer, não havia nenhuma beleza extraordinária na vida, somente a beleza de sempre. A luz a seus olhos não era mais clara nem tão brilhantes. Era só mais uma quarta feira como todas as quartas do ano, nada de mais, as mesmas coisas tinham q ser feitas, com pressa ou não, tinham q ser feitas.
***Sua respiração era profunda, como a perda de um ente querido, todas as cores eram sem cores, ela funcionava como q por inércia, como um mecanismo automático. Talvez ela realmente tivesse se programado pra se tornar apática a tudo q não trouxessem nenhum significado a mais na vida.Você pode estar se perguntando como ela classificava as coisas com e sem significado....aparentemente havia significado pra ela tudo q a fizesse sentir o aroma das flores, ver a vida em cores fortes e vibrantes, e ele tinha esse poder sobre ela. Era quase como se a vida se reduzisse sem ele. Os bebês a fazem feliz também, aliás, qualquer criança tb tem esse poder sobre ela, e é na pureza e delicadeza da face de uma criança q a alegria da vida se inicia.
***As coisas tinham q ser feitas e eram feitas, com ou sem alma. Compromisso era compromisso. O fato q mais chama minha atenção sobre sua existência é a pureza de sentimentos q ela tem , pelo menos tinha até a época q a conheci. Era interessante ser uma mera espectadora de sua vida, e perceber em cada vão momento, q ele não era tão vão assim, era a vida de uma pessoa como outra qualquer q ama, sofre e se alegra. Realmente ela não sabe e nunca soube fingir sobre o que a alegrava e desagradava. E estar sem ele, definitivamente a entristecia e como mecanismo de autodefesa ligava o piloto automático da vida.
***Mas essa quarta não seria mais uma como outras tantas, seria uma quarta de libertação, a quarta feira q mudaria toda sua vida, pois mais tarde ela teria um encontro com o rapaz, mas é claro q nem ela sabia q teria. Ao tardar da noite de quarta ela recebeu um telefonema daquele q seria o motivo de toda sua alegria sentimental, aceitou se encontrar com ele. Ele como um bom cavalheiro a buscou e foram a uma linda praça sentir o frescor da noite, entre olhares, mãos apertadas, corpos abraçados, eles pareciam se acertar perante tanta crise e dificuldade imaginária, imaginária pq havia fantasmas q a atormentavam a vida, e a noite seguia. Ela irresistível pra ele, ele não se continha e nem moderava as palavras. Ela era seu objeto de desejo, dos mais puros aos mais sórdidos. O rapaz não escondia em seu olhar o desejo de possui-la, não escondia o desejo q tinha por sua boca. Tantas foram as vezes q ele quis só toca-la, o simples ato de tocar já lhe bastava na necessidade de possuí-la.
***Eles conversaram, ela perguntava coisas as quais ele não queria responder, e a partir daquele instante ela sentiu q as coisas estavam estranhas mesmo havendo tanta paixão e desejo entre eles. Ele decidiu q estava cansado e a levou pra casa. O rapaz mudou totalmente seu semblante e com um olhar distante ele deixou q ela se fosse, e essa quarta foi a ultima vez q fui espectadora daquela ESTORIA de amor. E depois de muito desgaste houve um fim físico.

domingo, agosto 19, 2007

Bariloche quase total


***Às vezes a vida parece fácil de mais, outras difícil de mais. É sempre estranho saber o que nos faz inteiros, harmoniosos e completos. Às vezes é o sopro do vento que nos derruba e as vezes é ele quem muda o sentido de toda nossa vida. Em muitos momentos de nossas vidas não podemos nos desesperar quando a vida sai de curso, o pior não aconteceu e de coração espero que não aconteça tão cedo, mas é sempre bom pensar quem seremos depois que o pior vier.
***Imagino que eu continuarei sendo uma pessoa determinada, com planos e sonhos. A vida como ela está hoje não me permite ser uma pessoa independente, me permite ser uma pessoa que sonha, que deseja e que quer, e mesmo aos 25 anos meu coração e mente estão muito confusos quanto ao tipo de vida que eu quero me dar. Estou muito longe de tudo que idealizei pra mim. Profissionalmente falando não me sinto realizada, há muito a oferecer e pouco sendo aproveitado, por fim confesso que, está longe de mim, querer as coisas para os outros. Há todo instante surge em mim uma nova idéia, uma nova possibilidade e pouquíssima iniciativa, em outros termos, quase nenhuma ação.

***Certa vez uma taróloga me disse que sou um ser muito cerebral, não q isso fosse alguma espécie de novidade pra mim não o é, disse também que faltava ação em mim, nenhuma novidade até aí. E desde então tenho tentado descobrir o caminho certo da ação,como entrar em ação. Ser ação. De fato não era isso q eu pretendia dizer mas já q disse q se torne público. Hj eu percebo q eu tenho q reavaliar e pesar tudo q tenho vivido e feito da minha vida, vamos lá, sejamos mais um pouquinho cerebrais, afinal de contas é o q faço de melhor. Quando for momento de ação, ou se alguma outra descoberta eu fizer com certeza eu direi.

terça-feira, agosto 14, 2007

Enquanto isso em Bariloche...




****Bariloche simplesmente incrível e inesquecível, não tem como não lembrar daquela cidade com ares de saudade. Foram dias muito intensos sob aquele frio de congelar qualquer coração. Enquanto vivia e via lugares lindos, aprendia muito sobre saudade, respeito e de uma vez por todas definia qual rumo minha vida teria. As coisas foram se definindo a minha frente, o amor foi se consolidando e tudo que eu tinha vivido no Brasil foi sendo digerido. O mais incrível disso foi: os sonhos q eu tinha a noite, como se o passado me chamasse e me convidasse a entender tudo q eu tinha feito a mim e aos outros, não q eu não já houvesse aprendido e entendido muito da minha história, mas eu tinha q organizar meus sentimentos. Não q tudo q eu tinha vivido e sentido não significassem mais nada pra mim, mas eu de fato não podia iniciar uma nova etapa na minha vida confusa sobre o q eu tinha vivenciado. Eu precisava desesperadamente de um alivio, de uma compreensão de mim mesma, q eu me perdoasse e aceitasse como era. Não é fácil se entender, se perdoar uma vez q se é muito rígido e severo consigo mesmo. Ainda não estou livre de meu próprio julgamento, menos ainda de minhas críticas severas, mas hoje, tento amenizar tudo isso qdo começa, penso, respiro e reflito q eu não preciso ser tão má assim comigo, me permito errar, e do erro faço aprendizado. É muito difícil mudar todo um condicionamento feito uma vida inteira, não é algo q se fala e faz pura e simplesmente. O frio de q vinha da cordilheira dos Andes me traziam cada vez mais pra dentro de mim, a beleza daquele lugar e tudo q eu via me faziam pensar mais e mais o q eu queria pra minha vida e como eu faria para fazer de mim uma pessoa mais feliz e menos rígida. Hj sou menos rígida q ontem e ainda mais rígida q amanhã. Talvez eu esteja amadurecendo e querendo muito estar nessa vida de uma forma mais branda e pacifica, sem causar danos intencionais e sem magoar qualquer ser humano. Foram enfim os ares da saudade q me trouxeram a mim de forma plena e inteira.