quarta-feira, junho 25, 2008

Minha enibriante pesquisa sobre Caravaggio

O Barroco é um estilo do século XVII que diverge do Renascimento, pois coloca ênfase na emoção e não na racionalidade, no dinâmico e não no estético, como se os artistas barrocos pegassem as figuras da renascença e as pusessem num redemoinho.
A pintura barroca se resume em alguns pontos principais:
1º) A disposição dos elementos na tela quase sempre numa composição diagonal;
2º) Acentuado contraste de claro-escuro, o que intensifica a expressão de sentimentos.
A pintura barroca voltou-se para religiosidade, a vida da nobreza e também a vida do povo simples.
Michelangelo Mersi da Caravaggio (1573-1610) não se interessou pela beleza clássica que tanto encantou o Renascimento, tanto é que Caravaggio buscava inspiração em modelos que era pessoas comuns como: vendedores, músicos ambulantes, enfim, entre pessoas do povo. Para ele não havia identificação, tão comum na época, entre beleza e classe aristocrática. Preferia a humanidade vulgar, mas atual das feiras e tavernas repletas de vendedores de frutas, músicos ambulantes, ciganos e prostitutas. Caravaggio levou este principio estético às últimas conseqüências, a ponto de ter sido acusado de usar o corpo de uma prostituta fisgada morta no rio Tibre para pintar a Morte da Virgem. Por esse e outros motivos Caravaggio ficou conhecido como “pintor maldito”.
O elemento que mais caracteriza a pintura de Caravaggio é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista para dirigir a atenção ao observador. E isso foi tão extraordinário e fundamental em sua obra que ele é conhecido como fundador de um estilo denominado “luminista”.
Nossa obra é intitulada São Jerônimo, sendo uma pintura a óleo datada de 1605-1606, tem as dimensões de 118 X 81cm (1,18 X 0,81m) e se encontra no Museu de Montserrat em Barcelona.
Nosso objetivo foi retratar e efemeridade e vaidade existente no ser humano e para tanto decidimos atrelar nossa idéia do efêmero e passageiro em um produto que está intimamente ligado ao transitório, que o cigarro. Partindo do pressuposto que o Ministério da Saúde obriga por lei os fabricantes de cigarros alertarem seus consumidores dos malefícios provocados pela nicotina e demais substâncias tóxicas encontradas nos cigarros, escolhemos um desses diversos males que é o envelhecimento precoce e dessa forma decidimos usar a pintura chamada São Jerônimo, de Carravagio, para ilustrar nosso principal tema que é a efemeridade e vaidade, temas recorrentes nas obras de Caravaggio que sempre criticou duramente a sociedade aristocrática envolta em “pompas e circunstâncias” à dura realidade de que todos somos iguais e teremos o mesmo triste fim da morte.
Acreditando que Caravaggio secularizou a arte religiosa, fazendo os santos parecerem pessoas comuns e os milagres eventos do cotidiano, acreditamos que a figura, ainda que santa de São Jerônimo, so quadro se encaixa perfeitamente ao propósito de nossa peça gráfica.
É interessante ressaltar que São Jerônimo traduz a austeridade do personagem nas próprias cores e linhas: o dinamismo se limita aos braços estendidos do eremita; o cromatismo se reduz ao vermelho de seu manto e a dois tons de marrom e amarelo-pálido, com toque de branco. Já a caveira é uma advertência moral de que todos teremos a morte como certeza do fim de nossas vidas. É interessante enfatizar também que a caveira do quadro mexe diretamente com a vaidade humana e mesmo sendo São Jerônimo, um santo, ele se encontra envelhecido e decadente, mostrando mais uma vez que ele é um homem como outro qualquer e assim como todos os seres humanos, envelhecemos. A velhice tarda mas não falha e envelhecer é caminhar para o fim, a morte.
Ao analisarmos as cores que compõem a marca do cigarro, Free, que escolhemos para ilustração de nossa peça gráfica nos deparamos com o azul do escrito Free: que é uma cor que traz dentro dos seus diversos significados um significado em especial que se encaixa ao propósito de sua venda que é o triunfo, a liberdade. Essa cor chega a ser relaxante e serena, tende atenuar o estresse e tensões, o que ao nosso ver é um convite a uma informação que será posteriormente introduzida: a sedução. É um convite a pré-sedução do consumo. É interessante relatar a curiosidade de que o azul na Idade Média era a cor dos servos, o que indiretamente é um convite ao acesso do produto a todas a classes. Antagonicamente a esse significado, existe a utilização do termo sangue azul denominação utilizada para se referir a aristocracia, o que pode dar requinte ao produto. A sedução se faz de fato com o vermelho que compõe a logomarca do cigarro, que de fato é mais vibrante e excitante, que vem em segundo plano para aquecer o olhar do consumidor, provocando de forma sutil e bem refinada a forma de consumo. Outro elemento importante de se ressaltar é a forma dos traços da logomarca, dão idéia de assimetria, diagonalização, o que se encaixa perfeitamente ao tema barroco.
É interessante notar que o vermelho pode também gerar uma energia de superioridade, que tende a levar ao esnobismo, à arrogância e por fim ao isolamento, típicos de pessoas extremamente vaidosas. É bom lembrar também que o vermelho na Idade Média era a cor da nobreza, o que reforça o requinte e desperta o desejo do consumo. Os aspectos negativos dessa cor podem resultar num comportamento fanático, monopolizador e autoritário, típicos de pessoas vaidosas. É claro que a industria tabagista pretende despertar a vaidade em cada um de nós, de forma a embutir em nós um vício e nos controlar.
Já a cor preta da peça dá um tom austero e integro, o que mascara todos esses sentimentos relacionados à vaidade, efemeridade e manipulação.
Feita essas análises sobre as cores da peça gráfica, devemos relaciona-la também as cores do quadro. Como podemos ver no quadro, o escuro típico das obras barrocas dá um aspecto fúnebre, triste, de morte e trevas, o que reforça mais ainda a justificativa da efemeridade retratado em nosso trabalho. Já o vermelho de seu manto pode sugerir o sangue de cristo, o luto da Igreja Católica, reforçando dessa forma a morte e efemeridade. Já a parte mais clara, um branco “sujo”, do manto trás calma e tranqüilidade ao quadro, casando perfeitamente com o azul encontrado na logomarca.


quinta-feira, janeiro 17, 2008

O AMOR

Por Fernanda Souza
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Às vezes a gente quer ser tanto de alguém, às vezes quer q alguém seja tanto da gente. Mas nessa vida não há finito pro amor, qdo menos se espera sempre dá pra amar mais alguém. Se hj vc me perguntar, vc tem todo mundo q ama? Eu direi q eu amo todo mundo q tenho. Incrível como sempre cabe mais um no amor. O amor não tem dessas coisas pequenas, o amor é imenso, tão grande q compete com infinito. Sempre dá pra amar mais um. Hj me falta amar um filho, esse amor ainda não tenho, mas quem sabe eu venha ter. Como é bom ser engolida pelo infinito do amor, qdo menos se espera vc pertence a essa atmosfera. Será q há várias formas de amor? Eu não acredito nisso. Eu acredito q o amor é uno, e vc simplesmente ama. A gente ama até quem já magoou ou machucou a gente. O q dirá de quem nunca o fez. O amor não pede amor, o amor ama, o amor não exige amor, ele ama, o amor não cobra amor de volta, ele ama. O amor de tão grande e forte, é capaz de coisas q só o amor explica, ele é incrível e superior. Essa é sina de quem ama, amar sem fim.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Dona Maria


Dona Maria, eu de amarelo, de branco Lívia.


*** Uma vida cheia de luz é uma vida alegre, e era exatamente assim q Dona Maria entendia sua própria existência. Era no trabalho diário de casa, era nos quitutes divinos q fazia. Tudo q dona Maria fazia e distribuía às pessoas era amor, ela mais do q ninguém entendia as mazelas da vida. Sabia bem q às vezes a vida saia totalmente do rumo q ela gostaria de ter. Não foi a doença do filho caçula, nem a doença terminal do marido, q a faria parar de acreditar nas alegrias da vida, e não a fez. Dona Maria era uma mulher rara e ao mesmo tempo como várias Marias, guerreira, mulher, mãe, esposa e trabalhadora.
*** Dona Maria era amor, e esse amor ela passou bem aos filhos e filhas, todos foram amados, todos foram queridos, todos foram alimentados com os melhores sentimentos do mundo. Ah dona Maria!Maria de nome como tantas, mas Maria de ações como poucas. Maria de nome, Maria de alma, Maria mulher. Às vezes me pego pensando na dona Maria, a mulher q me ensinou o valor do amor, a mulher q enquanto viveu me amou como poucos amariam. A saudade que sinto de dona Maria não pode ser traduzida em palavras, é uma saudade q se é sentida todos os dias, com o pesar da ausência mas com a alegria de quem teve de mestra a maior das mestras. Dona Maria trouxe pra minha vida luz, me ensinou ser estrela e portanto ter luz própria. Dona Maria às vezes ralhava com os outros, dizia tb algumas verdades; doesse a quem doesse, nem sempre as pessoas estavam prontas ou dispostas para ouvir as palavras francas q dona Maria dizia. Dona Maria estava muito a frente de seu tempo. Ela era amor e nunca guardava raiva.
*** Mulheres como dona Maria marcam a vida da gente de tal forma q não há tempo q apague essa marca, não há tempo q enfraqueça sua essência, não há tempo q tire a saudade q eu tenho da dona Maria. Algumas pessoas dizem q eu tenho muito da dona Maria, e é uma honra sem tamanho ser comparada a ela, mulher reta e doce. Dona Maria tinha o dom da cozinha, não havia segredo numa torta, num bolo, a comida q fosse, ela a desvendava com maestria. Ela era mesmo uma maga da cozinha. Dona Maria nos alimentava com sua farta comida, nos alimentava em amor, mas mais q isso, dona Maria era professora, nos ensinava ser gente. Desse tipo de gente rara, gente trabalhadora, honesta e de coração puro. Gente disposta a ajudar os outros, gente direita e gente q se errava, não o fazia por mal nem o fazia de coração duro ou negro.
*** Quando dona Maria se foi, uma parte de mim morreu, perdi o chão, era como se eu não entendesse mais quem era e quem poderia ser. Anos mais tarde q pude perceber q mesmo não estando presente, dona Maria, minha avó, tinha deixado pra mim o maior legado q alguém pode deixar, lições de amor incondicional, amor pela vida e pessoas e o mais importante de tudo ser feliz mesmo qdo a infelicidade bate insistentemente a porta. Ah vovó querida, vc me deu algo q dinheiro nenhum no mundo pode comprar, me deu amor e me ensinou amar. Agradeço a papai do céu por vc ter sido a minha VOVÓ. Amo-te sempre, e não há nada nesse mundo q tire de mim a sua presença, sua paciência, seu carinho, os cantos de ninar, a comida dada na boca, seu olhar forte e marcante. Não há nada no mundo q tire de mim a dulcíssima saudade de Dona Maria.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Mais um conto..."contos" são?

Este é mais um conto das peripécias da menina alva e seu amado.

Por Fernanda Souza.
ps: Se alguem ler esse conto peço q comente por favor.Obrigada.

***Era uma quarta feira como outra qualquer, aliás todo dia era um dia qualquer qdo não estava na presença do amado. As horas eram horas quaisquer, não havia nenhuma beleza extraordinária na vida, somente a beleza de sempre. A luz a seus olhos não era mais clara nem tão brilhantes. Era só mais uma quarta feira como todas as quartas do ano, nada de mais, as mesmas coisas tinham q ser feitas, com pressa ou não, tinham q ser feitas.
***Sua respiração era profunda, como a perda de um ente querido, todas as cores eram sem cores, ela funcionava como q por inércia, como um mecanismo automático. Talvez ela realmente tivesse se programado pra se tornar apática a tudo q não trouxessem nenhum significado a mais na vida.Você pode estar se perguntando como ela classificava as coisas com e sem significado....aparentemente havia significado pra ela tudo q a fizesse sentir o aroma das flores, ver a vida em cores fortes e vibrantes, e ele tinha esse poder sobre ela. Era quase como se a vida se reduzisse sem ele. Os bebês a fazem feliz também, aliás, qualquer criança tb tem esse poder sobre ela, e é na pureza e delicadeza da face de uma criança q a alegria da vida se inicia.
***As coisas tinham q ser feitas e eram feitas, com ou sem alma. Compromisso era compromisso. O fato q mais chama minha atenção sobre sua existência é a pureza de sentimentos q ela tem , pelo menos tinha até a época q a conheci. Era interessante ser uma mera espectadora de sua vida, e perceber em cada vão momento, q ele não era tão vão assim, era a vida de uma pessoa como outra qualquer q ama, sofre e se alegra. Realmente ela não sabe e nunca soube fingir sobre o que a alegrava e desagradava. E estar sem ele, definitivamente a entristecia e como mecanismo de autodefesa ligava o piloto automático da vida.
***Mas essa quarta não seria mais uma como outras tantas, seria uma quarta de libertação, a quarta feira q mudaria toda sua vida, pois mais tarde ela teria um encontro com o rapaz, mas é claro q nem ela sabia q teria. Ao tardar da noite de quarta ela recebeu um telefonema daquele q seria o motivo de toda sua alegria sentimental, aceitou se encontrar com ele. Ele como um bom cavalheiro a buscou e foram a uma linda praça sentir o frescor da noite, entre olhares, mãos apertadas, corpos abraçados, eles pareciam se acertar perante tanta crise e dificuldade imaginária, imaginária pq havia fantasmas q a atormentavam a vida, e a noite seguia. Ela irresistível pra ele, ele não se continha e nem moderava as palavras. Ela era seu objeto de desejo, dos mais puros aos mais sórdidos. O rapaz não escondia em seu olhar o desejo de possui-la, não escondia o desejo q tinha por sua boca. Tantas foram as vezes q ele quis só toca-la, o simples ato de tocar já lhe bastava na necessidade de possuí-la.
***Eles conversaram, ela perguntava coisas as quais ele não queria responder, e a partir daquele instante ela sentiu q as coisas estavam estranhas mesmo havendo tanta paixão e desejo entre eles. Ele decidiu q estava cansado e a levou pra casa. O rapaz mudou totalmente seu semblante e com um olhar distante ele deixou q ela se fosse, e essa quarta foi a ultima vez q fui espectadora daquela ESTORIA de amor. E depois de muito desgaste houve um fim físico.