segunda-feira, junho 05, 2006

Ao Sr Mário Quintana

Por
Fernanda Souza
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****Nessa quinta passada estive numa sessão com minha psicóloga e terapeuta, e mais uma vez fui acusada, de fazer das pessoas cabide, não digo q injustamente, pq mereci cada uma daquelas palavras, mas foi encômodo e sufocante a situação. E então eu faço as pessoas de cabide aos meus problemas, só sei lamentar e reclamar? Porra sou a prórpia Lei de Inércia? Sou!!!! Não é bonito admitir menos ainda ter de conviver com isso, pessoas como eu q não sabem se divertir de fato só entendem mesmo dessas merdas....umas putas perdas....Q é mais bonito o amor de Hollywood é, q All Pacino, Sean Conery são um sonho, isso são.....mas não são realidade.
****Como diz o Sr Quintana, a nós não basta ter com quem conversar, com quem dividir a pizza e fazer sexo de vez em quando, queremos o inesperado, o surpreendente e isso não existe....daí os tantos delírios da minha mente e mais um monte de gente, q fica frustrada, infeliz, como eu. Daí os grandes lucros do laboratórios com seus Prozacs e afins......., q só enchem os bolsos de grana....O sr Quintana acusa a Tv, eu acuso a TV, O CINEMA,AS REVISTAS, A SOCIEDADE, eu me sentindo gorda de mais, feiade mais e mal de mais....longe de ser uma Gisele, de ser uma bela atriz, vivendo mesmo minha BELEZA AMERICANA, já nem sei mais quem sou.....mas mostro a seguir o texto q me fez refletir e quem sabe dar início ao fim do cabideiro humano a minha volta...Mais uma vez obrigada de onde estiver Mário Quintana........
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Por
Mário Quintana
Felicidade Realista
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

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